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Aikewára é exibido em sessão pré-Mucanpa em Marabá

  • Publicado: Sexta, 14 de Dezembro de 2018, 10h47
  • Última atualização em Sexta, 14 de Dezembro de 2018, 19h42

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A Mostra Universitária da Canção Paraense (Mucanpa), promovida pela Unifesspa, iniciou com uma sessão especial do filme “Aikewára, a ressurreição de um povo”, nesta quinta, 13 de dezembro, na sala de cinema do Sesc Marabá. De Luiz Arnaldo Campos e Célia Maracajá, o longa aborda a violência cultural sofrida pelos Aikewára, desde o primeiro contato com o branco até a visão inédita sobre o envolvimento deles na Guerrilha do Araguaia.

Aikewara 03A ocupação do território, na visão dos diretores, trouxe consequências desastrosas para esse povo, como o alistamento de jovens indígenas para a guerra e a extinção de práticas culturais.
“A presença da universidade na região, desde a UEPA (Universidade do Estado do Pará), permitiu que os mais jovens se instruíssem para que eles mesmos pudessem contar sua história. Assim, os jovens aprenderam a língua para poder falar com os mais velhos, reaprenderam sobre a tradição, danças, cantos e outros costumes que foram perdidos no tempo em decorrência dos impactos sofridos por eles com a Guerrilha”, disse Luiz Arnaldo Campos.
O filme foi exibido aos indígenas Aikewára durante o 4º Festival Internacional Amazônida de Cinema de Fronteira, promovido pela Unifesspa em abril deste ano, evento em que Luiz Arnaldo foi um dos homenageados. A presença dos diretores em Marabá durante a Mucanpa permitiu a exibição do filme e um bate-papo com os diretores.
“O interessante é que, como dito por um dos personagens, foi o espaço que o indígena teve de contar a história do seu povo e da relação com o Exército durante a Guerrilha do Araguaia por ele mesmo. Todos já tinham dado suas versões, agora foi a vez deles. São relatos que causam indignação e comoção”, disse Ivana Lins, presente na sessão.

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