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Seminário discute impactos da extensão universitária na Unifesspa em Marabá

  • Publicado: Segunda, 01 de Julho de 2019, 12h42
  • Última atualização em Terça, 02 de Julho de 2019, 08h51

 

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A mesa-redonda “A Extensão na Unifesspa e sua atuação na Região Sul e Sudeste do Pará” envolveu os presentes nos auditórios das unidades 1 e 2 da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), na última sexta-feira, 28 de junho, no Seminário Multicampi de Extensão.
O debate sobre a extensão universitária é uma ação Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Estudantis (PROEX) da Unifesspa e foi realizado nas duas unidades para ampliar o espaço de diálogo entre a comunidade acadêmica. Pela manhã, participaram os professores José Maria Teixeira da Costa Júnior e Letícia Souto Pantoja e a estudante Jéssica Costa de Souza. Já no evento da tarde, contou com a presença dos professores José Carlos da Silva, Rangel Filho Teixeira e novamente o professor José Maria Teixeira da Costa Júnior e os estudantes Késia Maria dos Santos Amorim e Cleber Estumano Galvão.
SEM EXTENSAO MARABA 05Na abertura do evento, o professor Diego Macedo, pró-reitor da Proex e a professora Idelma Santiago, vice-reitora da Unifesspa, deram início ao debate sobre a extensão e seus impactos na região Sul e Sudeste do Pará. Para a vice-reitora, o desafio é integrar investigação e pedagogia na prática extensionista. “Diferentes conhecimentos devem integrar-se na perspectiva da construção de um projeto social, de forma que cada um dê sua contribuição sem deixar suas identidades de lado. Nem os outros setores da sociedade, nem a universidade deve abrir mão de sua autonomia e, defender o conhecimento científico neste momento em que o papel da ciência passa por uma negação, é dever e o debate que precisa ser feito pela universidade”, ressaltou a professora.
Na mesa-redonda, professores e estudantes destacaram as práticas extensionistas que vêm desenvolvendo na Unifesspa, em diversas áreas: artes visuais, economia, robótica, recuperação de mata ciliar, construção de biodigestor, entre outros abordados pelas 63 ações de extensão ativas em 2019 na Unifesspa.
De acordo com o professor Normando Viana, responsável pelo setor de Registro e Acompanhamento de projetos de extensão na Proex, este ano são 82 ações de extensão, das quais 14 são programas, 63 são projetos e 5 ações institucionais. Participam destes 133 bolsistas, 212 voluntários e 36 colaboradores externos.
Uma ação direta entre universidade e a comunidade em que ela está, a extensão envolve movimentos sociais, ações nas escolas e em outros setores públicos, como é o caso do Centro de Referência em História e Memória da Região Sul e Sudeste do Pará, que dá tratamento aos processos arquivados no Fórum de Marabá. “Não é um tratamento voltado apenas a catalogação dos processos. Nosso projeto envolve ensino, pesquisa e extensão e tem dado visibilidade às relações sociais, econômicas, de trabalho, que constituíram essa região”, disse a professora Letícia Pantoja, coordenadora do Centro.
SEM EXTENSAO MARABA 02Ou ainda, despertando o interesse dos estudantes de ensino médio, com o projeto que apresenta a eles a engenharia mecânica através da robótica de baixo custo, ou a escultura em metal e arte-soldagem. Este último, apresentado nos dois eventos pelo professor José Maria Teixeira da Costa Júnior, é uma ação interdisciplinar entre os cursos de Artes Visuais e a Engenharia. “Nossa surpresa foi o interesse principalmente das meninas e de como elas têm desenvolvido a prática com a soldagem. Elas têm mais destreza na soldagem que eu! E ainda tem despertado nelas tanto o processo como a sensibilidade na escultura”, destacou o professor.
Mas, a extensão na Unifesspa também tem surpreendido quem participa da ação pela primeira vez, como a estudante do curso de Ciências Econômicas, Jéssica Costa, bolsista no projeto Apoio para o Planejamento e Execução de Projetos na Associação Indígena Porékron, coordenado pelo professor Daniel Nogueira. “Uma coisa é ler sobre os diversos aspectos da cultura indígena, outra é estar em contato com eles, vendo a realidade e o cotidiano de determinada etnia. E isso tem sido diferencial na minha formação profissional, mas principalmente na minha formação humana, social”, falou a estudante.
Já o professor Rangel Teixeira trouxe a experiência do Programa de Inclusão Digital que certificou pelo menos 2 mil pessoas em seus 14 anos de existência, dos quais, nos últimos 6 anos, o programa tem sido executado por meio do Programa Institucional de Bolsas de Extensão (Pibex) da Unifesspa. Neste fim de semana, o programa certificou 200 pessoas entre estudantes da Unifesspa e comunidade externa nas cidades de Marabá e São Geraldo do Araguaia.
Na conversa entre os participantes da mesa-redonda e os presentes nos auditórios, professores, técnicos e estudantes também falaram de suas práticas extensionistas, como a estudante de História, Nayanna Samylle Sousa.
“Os projetos de extensão me possibilitam condições materiais e formação humana. Se eu estou cursando História hoje é pela assistência estudantil nas bolsas de iniciação científica, extensão e auxílios como permanência e moradia. Mas, estar envolvida nessas ações na universidade contribuem para que eu me torne mais humana, tanto no contato com os estudantes no Emancipa, onde sou bolsista hoje, e também como corista no Coral da Unifesspa”, disse a estudante. 
Na avaliação da chefe da divisão de programas e projetos da Proex, servidora Ivonilce Brelaz, o Seminário Multicampi de Extensão mais uma vez cumpriu seu papel, como já executado nas cidades de Xinguara, São Félix do Xingu e Rondon do Pará, onde a Unifesspa tem campus. “Mais que falar sobre o conceito de extensão, o seminário apresentou os impactos da extensão universitária na formação dos professores e estudantes na perspectiva da cidadania, mas também de seu fator chave: a transformação social, articulada por meio dos conhecimentos científico e popular”, avaliou a servidora.

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