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Centro de Referência em História e Memória da Unifesspa é destaque na III Jepe

  • Publicado: Quarta, 02 de Outubro de 2019, 11h21
  • Última atualização em Quarta, 02 de Outubro de 2019, 11h48

 

Abertura IIIJepe 01

Um convênio entre Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) e o Fórum de Marabá, firmado em 2018, criou o Centro de Referência em História e Memória do Sul e Sudeste do Pará (CRHM). No centro, coordenado pelas professoras Letícia Pantoja e Marilza Sales, pelo menos 50 mil processos já passaram pelo processo de captação, organização, guarda, indexação e preservação dos acervos histórico-judiciários.
Esses processos irão compor um arquivo já instalado na Unifesspa, de um período que vai de 1923 a 1988, para incentivo e acesso da comunidade acadêmica em suas atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Com apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Estudantis, o CRHM é uma ação institucional de extensão e conta com quatro bolsistas de extensão que, além do tratamento dos arquivos, já realizaram ações como publicações em eventos científicos e, ainda, exposições e lançamento de cartilha, destaque na III Jornada de Ensino, Pesquisa e Extensão da Unifesspa em 2019.
Exposicao CRHM 01Na abertura da Jepe, o CRHM representou as diversas ações da Unifesspa que envolvem ensino, pesquisa e extensão e realizam a função social da universidade da região. A primeira atividade foi a exposição "Marabá: suas terras, suas gentes e suas histórias contadas através dos processos judiciários", que ficou durante todo do primeiro dia da Jepe no Tapiri da Unidade 1. Foi apresentado ao público parte dos documentos pertencentes ao acervo do CRHM, através dos quais faz um resgate de temáticas importantes para a história região, dentre as quais as ocupações de áreas de florestas e relações de trabalho nos ‘castanhais’, o acesso ao direito de voto por mulheres trabalhadoras, as políticas sociais para regulação do trabalho infantil, os impactos das mudanças legislativas nacionais sobre as relações de família na região, dentre outras temáticas.
À noite, na cerimônia de abertura, um vídeo retratou a ação institucional desde sua implantação e os locais que ocupa no Fórum. “Os processos aqui no Fórum contam histórias de quem chegou aqui com sua cultura e constituiu essa região. Tínhamos como assuntos brigas de galinhas e agora relações com siderúrgicas, pontes com engenharias complexas. Por isso, o papel fundamental da universidade é construir pesquisadores, realizar pesquisas para compreender o desenvolvimento da região e contar e preservar sua história e memória”, disse o Juiz Alexandre Arakaki no vídeo.

 

 


Presente na cerimônia e representando o diretor do Fórum Marcelo Simão, o Juiz Caio Marco Berardo, também destacou a ação e parcerias que ainda podem ser firmadas em outras áreas como Administração, Economia, Engenharias. “O vídeo conseguiu transmitir o valor desse projeto fantástico para nós, para a universidade e para a sociedade. E ter sido apresentado num evento que envolve toda a comunidade acadêmica reforça o valor do pesquisador e das universidades oferecer soluções aos problemas do país”, concluiu ele.
“Não só essa ação, mas as atividades desenvolvidas pela nossa comunidade acadêmica mostram nossa capacidade de dialogar e reconhecer a diversidade de conhecimento e construção de resolução de problemas. O que construímos hoje, não afeta só nossa geração, mas as gerações futuras e, por isso, precisamos ter de forma clara e convicta que nossa função social é contribuir para a transformação social a partir da relação com as demais comunidades”, comentou a vice-reitora Idelma Santiago.
Cartilha CRHMNo encerramento do II Fórum de Extensão e Assuntos Estudantis, evento integrante da Jepe e organizado pela Proex, o CRHM também aproveitou para lançar a “Cartilha de procedimentos de higienização e conservação de processos judiciais históricos do Fórum da Comarca de Marabá”. A publicação é uma organização das coordenadoras professoras Letícia Pantoja e Marilza Sales e da bolsista do projeto Maria Luzia do Nascimento.
“Durante esses dias de evento, conseguimos dar visibilidade a este projeto que tem a característica identitária de ser interdisciplinar e de efetivar a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, nos trabalhos apresentados e nos relatos dos estudantes sobre o crescimento e desenvolvimento pessoal e acadêmico a partir da ação”, destacou a professora Letícia Pantoja.
“Essa é mais uma ação de ensino, extensão e pesquisa da Unifesspa que demonstra o diálogo da universidade com a sociedade porque esse é o nosso compromisso com a região: ofertar educação de forma gratuita e de qualidade”, finalizou o professor Diego Macedo, pró-reitor da Proex.

 

 

 

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