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Unifesspa realiza Mucanpa em Xinguara e São Félix do Xingu

  • Publicado: Segunda, 26 de Novembro de 2018, 21h24
  • Última atualização em Terça, 27 de Novembro de 2018, 11h44

 

 MUCANPA XINGUARA 4

Cultura e arte estiveram no palco da 6ª Mostra Universitária da Canção Paraense (Mucanpa), realizada em Xinguara e São Félix do Xingu, sexta e sábado passados, dias 23 e 24 de novembro. Esta ação cultural é organizada pela Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Estudantis (Proex) da Unifesspa, que estimula a realização do evento em Marabá e nos campi fora de sede para promover a integração da universidade com outros setores da sociedade por meio de apresentações de música autoral, poesia, fotografia e performance de dança.

 

Praça Vitória Régia, em Xinguara

Na sexta (23), o evento aconteceu na Praça Vitória Régia, em Xinguara. Foi do Instituto de Estudos do Trópico Úmido (IETU) o maior número de inscritos na Mucanpa: 8 artistas com músicas autorais, 3 performances de dança e 2 trabalhos fotográficos – um total de 13 das 29 inscrições de todo o evento. Nas apresentações musicais, além dos cantores Lourival Neves, Maria Clara, João Lira, Larissa Lira e Kelson Santos e o destaque foram as bandas The Lattes e Embalos da Terceira Idade.

MUCANPA XINGUARA 5

Formada por acadêmicos do IETU, The Lattes é uma banda de pop rock criada para a Mucanpa e contou com a participação do professor Victor Oliveira, do curso de Licenciatura em Geografia. “A Professora Joana sabia que eu arranhava alguma coisa de música, então ela intimou: vocês vão ter que montar uma banda pra Mucanpa. Eu toco mesmo cavaquinho, mas a turma não quis uma banda de pagode, preferiu o rock. Depois de 12 anos sem tocar guitarra, nós conseguimos nos preparar em 20 dias de ensaio. Foram momentos de descontração e diversão”, disse Victor. Fizeram parte da composição da banda o professor Andrey Martin no teclado e os estudantes integrantes da banda Death Roses que também se apresentou na Mucanpa.

MUCANPA XINGUARA 7Representativa também foi a participação do Centro dos Idosos da cidade. Os idosos animaram a noite com a banda Embalos da Terceira Idade e, ao final da apresentação, receberam pedidos de “mais um” do público presente. Fátima Assunção é Secretária Municipal de Assistência Social do município e integrou o grupo que se apresentou pela primeira vez fora do Centro dos Idosos. “Quem esteve aqui viu que eles eram os mais animados e felizes por participarem desse momento. O Embalos da Terceira Idade não foram só um grupo que se inscreveu na Mucanpa, mas um grupo que veio do nosso incentivo e do estímulo dos professores da Unifesspa que, para além do evento, estão integrados ao centro em muitas atividades que realizamos”, destacou a secretária.

O grupo de carimbó do Centro dos Idosos se apresentou com seus músicos e dançarinos. Das 25 mulheres que fazem parte do grupo, Rosa Camelo foi uma das rodaram a saia na Praça Vitória Régia. “Estou há cinco anos nesse grupo que só me traz alegria. Eu amo dançar e fico feliz toda vez que nos convidam para eventos assim”, disse Rosa.

Além do carimbó, a cultura local foi destaque com a apresentação do grupo de folia de reis “Santos Reis”, manifestação cultural católica existente há pelo menos 40 anos em Xinguara, e por meio do grupo de dança moderna, coordenado por Israel Moraes, de 22 anos, que é coreógrafo na cidade e inscreveu seu grupo com meninos e meninas de 14 a 20 anos.

A Exposição “Múltiplos Olhares do Sul e Sudeste do Pará” tem fotografias de uma estudante e uma professora do IETU. As imagens feitas por Raiane Nascimento, da Licenciatura em História, retratam atividades do Centro Acadêmico Frei Henri des Rosiers. “Nós carregamos mais que o nome do frei, mas uma responsabilidade de carregar as lutas dos discentes dentro e fora da universidade e de apoiar as causas que ele tanto defendeu”, disse a estudante.

Raphaela Desidério, professora de Licenciatura em Geografia, está na cidade há quase 4 meses e enviou à Mucanpa as fotografias do encantamento provocado pela paisagem ao redor do campus. “Eu não tirei essas fotos pensando na mostra, mas porque gosto de fotografia e fiz essas do entorno do campus. Junto com os alunos, escolhi as fotos que enviei. Elas expressam o que é o campus, seu entorno, a paisagem natural. Quando foi decidido que a exposição seria itinerante, achei interessante, pois é uma forma de socialização de quem é a Unifesspa em Xinguara”, destacou a professora.

MUCANPA XINGUARA 6Joana Ferreira, anfitriã do evento, disse que a mostra foi “indescritível”. “O resultado como local com mais inscrição veio de todo o trabalho de mobilização da comunidade em busca dos artistas e manifestações culturais, que gerou um cadastro de todos os músicos que existem na cidade. E agora, na execução, foi maravilhoso ver como uniu demais a universidade com a cidade”, disse Joana, que é professora e coordenadora do curso de Medicina Veterinária. Ela foi uma das responsáveis pela execução da Mucanpa em Xinguara, junto aos demais servidores e estudantes do IETU.

A Prefeitura de Xinguara também colaborou com o evento, tanto na parceria com palco, som e iluminação, como na presença no evento, reforçando o objetivo de integração da universidade com a cidade. “Nosso incentivo às atividades da Unifesspa são para que ela se fortaleça como referência de ensino e nos fortaleça como cidade, capacitando os cidadãos para o nosso desenvolvimento”, disse o prefeito Osvaldo Assunção.

Quem reforçou a importância da consolidação da Unifesspa na cidade foi o Vilmones da Silva, Secretário de Educação e Cultura do Município. “Nossos jovens estão motivados com a presença dessa universidade pública federal à disposição dos xinguarenses. Por isso, é nossa responsabilidade integrar toda atividade realizada aqui pela Unifesspa para que ela seja nossa mola propulsora de crescimento. Precisamos nos desenvolver intelectualmente e garantir a construção de uma sociedade cada dia melhor”, concluiu Vilmones.

As atividades em Xinguara encerraram com o show dos artistas marabaense Jorginho Ropha e Lanara Moreira acompanhados de Felipe Ramos na bateria e Letícia Portela na guitarra.

 

Praça Céus

No sábado (24), a Mucanpa tomou a quadra da Praça Céus. Em parceria com a Prefeitura de São Félix do Xingu, o evento teve apenas duas inscrições, mas significativas para a cidade. Uma foi a de Mokuká Kayapó Mebengokré, da aldeia Moikarakô, que não se apresentou. Por isso, o palco foi dominado por Francisco Viana de Sousa.

MUCANPA SAO FELIX 3Seu Viana, como é conhecido, tem sua história de vida atrelada à história da cidade. Em seus 70 anos, já compôs pelo menos 300 canções e 30 poesias. Perguntado sobre a inspiração para tanta produção, ele diz que “a poesia é sobre a cidade, mas as músicas são sobre dor de cotovelo e pinga”, explicou Viana.

Talento nas artes, timidez na entrevista, mas sua presença de palco explicou o reconhecimento da cidade pela figura de Seu Viana. Em sua apresentação, ele explicou uma das composições “Eu escrevia de duas a três músicas na noite. É mais ou menos assim: vem um assunto e você ‘barra’ o sono para escrever. A música que eu vou apresentar fala sobre a dor de cotovelo. Você tem uma namorada, mas se ‘despacham’. De dia, fica tudo bem, mas na hora que põe o pé do ouvido no travesseiro, vai pensar porque é que foi assim. Aí vem aquela tristeza da separação. Foi isso que inspirou essa música”, concluiu o compositor e poeta que também aproveitou o momento para contar histórias de São Félix do Xingu por meio de suas poesias.

A mobilização da cidade em torno da Mucanpa garantiu a participação de cantores da cidade, que fizeram covers de músicos sertanejos, como Gustavo Araújo e Matheus Villem, e contou com a apresentação da cantora gospel Priscila Viana.

MUCANPA SAO FELIX 1Quem também se apresentou foi Patrícia Costa em um cover de música gospel, acompanhada no violão por Ezequiel Cazuza, secretário de cultura do município e parceiro da Unifesspa na realização do evento. “Como músico, é uma oportunidade me apresentar na Mucanpa. Como parceiro, é uma alegria contribuir com o evento, apoiando essa atividade da Unifesspa. Música é vida”, disse Cazuza.

Segundo a diretora do IEX, professora Elaine Dias, a Mucanpa estimula a atividade cultural em São Félix. “Reunimos artistas locais e conseguimos mobilizar a comunidade e evidenciar a cultura local. Foi um evento que superou as expectativas e que trará boas repercussões no cenário cultural do Município”, concluiu Elaine.

A Proex levou a São Félix o cantor Jorginho Ropha e, para performance de dança regional, Lilázia Lisboa - sereia do grupo de carimbó Batucada Misteriosa e estudante do curso de Licenciatura em Química na Unifesspa. Eles encerraram com muita música e diversão a última Mucanpa fora de sede em 2018.

MUCANPA SAO FELIX 5

 

 

 

 

 

 

 

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